• Editora Sucesso

Alunos em depressão exigem atenção no dia a dia escolar

Embora o espaço escolar não tenha a função do tratamento terapêutico, a escola precisa lidar com as emoções dos alunos

A psicopedagoga Regina Lima diz que profissionais no exercício de educar podem se deparar com sintomas de depressão nas crianças e jovens dentro da sala de aula. Por essa razão, a especialista diz que toda atenção é pouca e que se deve observar os primeiros sintomas no dia a dia.

Professora e Especialista em Psicopedagogia e Altas Habilidades pela UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Regina Lima trabalhou por mais de 40 anos como Coordenadora Educacional e Disciplinar lidando, ao longo desse período, diretamente com mais de 20.000 alunos. Liderou, por 12 anos um projeto que ajudou a educar crianças e adolescentes através de dinâmicas executadas em 24 disciplinas. É coautora do livro Inclusão Educacional - Pesquisa e Interfaces e associada à ABP - Associação Brasileira de Psicopedagogia.

“Sabemos que o nosso corpo é bem inteligente e dá sinais; grita quando algo não vai bem. Algumas reações como o chamar atenção em excesso ou agir de forma distanciada de seus pares, isolando-se constantemente, assim como a falta de apetite, o sono constante, o desinteresse de algo que até então era importante e a irritação são alguns pressupostos observáveis”, explica Regina Lima.

A especialista, no entanto, lembra que o espaço escolar não tem a função do tratamento terapêutico. “Pode e deve, sim, lidar com as emoções dos alunos, mas o cuidar da saúde emocional compete somente ao profissional habilitado para essa função. O encaminhamento médico deve ser realizado para a identificação da doença, se houver, e para o tratamento da patologia”, destaca a psicopedagoga.

Tratamento

Regina Lima ressalta que durante a fase de tratamento é necessário que haja acolhimento, tanto da família como da escola, desde a observação dos primeiros sintomas de fragilidade. “Os aspectos para o desenvolvimento emocional e a sua relação com a aprendizagem devem se dar de forma tranquila e ajustada com a preocupação familiar e escolar no favorecimento da qualidade de vida da criança”, observa a psicopedagoga.

0 visualização
Publicidade