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Bullying no ambiente escolar? A melhor ferramenta dos educadores é a conscientização

A escola, como a família, tem por obrigação demonstrar à criança ou ao jovem o quanto é importante para ele o reconhecimento do "limite”, e quando este não está sendo respeitado

Para a psicopedagoga Regina Lima, a conscientização é melhor ferramenta dos educadores para combater o bullying no ambiente educacional. Segundo ela, é necessário realizar iniciativas que melhorem a troca de informações e a reflexão sobre o assunto. “Palestras, materiais de divulgação e atividades que visam estimular a cooperação e a proximidade entre os alunos e educadores podem ajudar na prevenção do bullying. O mais importante é que tanto os alunos quanto a família e toda a equipe escolar precisam estar esclarecidos em relação ao assunto, sabendo da sua seriedade e consequências”, afirma.


Professora e Especialista em Psicopedagogia e Altas Habilidades pela UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Regina Lima trabalhou por mais de 40 anos como Coordenadora Educacional e Disciplinar lidando, ao longo desse período, diretamente com mais de 20.000 alunos. Liderou, por 12 anos um projeto que ajudou a educar crianças e adolescentes através de dinâmicas executadas em 24 disciplinas. É coautora do livro Inclusão Educacional - Pesquisa e Interfaces e associada à ABP - Associação Brasileira de Psicopedagogia.

A especialista diz que dentro do possível, os professores devem registrar a caracterização do problema, quais as consequências relacionadas anterior e posteriormente às reincidências dos comportamentos violentos, intencionais e repetitivos. “A agressão por vezes não é só moral, mas física também. Devem-se ouvir as partes envolvidas para que se tenha uma real observação das ocorrências. O suporte social e o apoio psicológico são imprescindíveis na intervenção”, relata a psicopedagoga. Aspectos de intervenção

Regina Lima pondera que o apoio afetivo é fundamental. No entanto, saber ouvir a criança ou o grupo e encorajá-los a construir seus próprios valores morais são a tônica para um bom desfecho. “Os pais devem abster-se de usar recompensas para que consigam o que é desejado no processo educativo. Deve, sim, encorajar a criança a construir seus próprios valores morais. Só assim, ela não terá medo de ser repreendida e fará a reparação de sua atitude”, propõe a especialista.

Por fim, a especialista alerta que a escola, como a família, tem por obrigação demonstrar à criança ou ao jovem o quanto é importante para ele o reconhecimento do "limite”, e quando este não está sendo respeitado. “O bullying sempre traz resultados negativos para todos”, observa a psicopedagoga.

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