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Da maneira adequada, celulares e internet devem fazer parte da vida da criança



Qual a melhor maneira para apresentar tecnologias modernas a filhos muito pequenos se elas já são parte do mundo quando eles nascem?

Na primeira infância, a criança está em pleno desenvolvimento, e tudo que é novo desperta curiosidade, aguça a vontade de descobrir. Qual a melhor maneira para apresentar tecnologias modernas a filhos muito pequenos se elas já são parte do mundo quando eles nascem? “A melhor maneira é que sejam apresentadas primeiramente pelos próprios pais”, orienta a psicóloga londrinense Paola Lovo. “O ideal é a naturalidade, sempre deixando que faça parte da vida deles, da maneira adequada, com regras, limites e, principalmente, orientando como usá-las”.

A psicóloga explica que esconder ou proibir simplesmente não vai funcionar, até por que a curiosidade da criança vai falar mais alto. “ É importante que os pais conversem com os filhos sobre a internet, mostrem vantagens e benefícios e que falem também dos perigos que podemos encontrar nas redes sociais, para que a criança não corra riscos desnecessários”.

Filhos imitam comportamento de pais

Hoje em dia é fato que dependemos muito do celular, principalmente quando se trata de trabalho, “porém é interessante que os pais que diminuam a frequência do uso na presença das crianças e procurarem conversar e brincar com os filhos. Contato visual e físico proporcionam um relacionamento muito mais saudável e dão abertura aos pais para orientar adequadamente sobre o uso do celular, da internet e das redes sociais”, avalia Paola. Na prática, todo e qualquer comportamento dos pais é observado e aprendido pelos filhos, então se os pais têm o costume de não sair do celular, os filhos vão aprender que este é um comportamento “normal” e a tendência é seguirem seus passos. E, muitas vezes, o problema tende a aparecer quando os pais acreditam que sua ausência pode ser suplantada pelo objeto, seja o celular, redes sociais ou outros. Alguns pais buscam maneiras fáceis e rápidas de manter os filhos “ocupados”. Celular, vídeos games e internet são as maneiras mais acessíveis e rápidas para cumprir esse objetivo. “Porém, essa terceirização da educação das crianças torna-se prejudicial para a família inteira, pois não permite construir uma relação saudável, de confiança e respeito, base para o crescimento saudável de uma criança. Sem contar que essa criança fica mais exposta aos riscos que a internet traz, sem a orientação adequada e nem o controle necessário de seu uso”. A psicóloga alerta sobre a importância de momentos de convivência cotidiana entre pais e filhos conversando, brincando, almoçando ou jantando juntos. “Isso fortalece o vínculo entre a família, e não exclui o uso das tecnologias modernas”.

Tecnologia, escola e limites

É comum o uso da tecnologia em escolas que possuem plataformas digitais. A tecnologia dentro da sala de aula gera alguns benefícios, mas também desafios para os professores, para os alunos e para os pais. Tanto escola quanto pais devem estar atentos para seu uso correto, permitindo que seja utilizada apenas para facilitar o aprendizado”, ressalta. Segundo a psicóloga, é importante impor limites e controlar o uso da internet pelas crianças e adolescentes. “Cabe aos pais avaliarem a idade adequada e a maturidade de seus filhos para utilizar as redes sociais. Quando achar adequado que o filho tenha facebook, WhatsApp ou Instagram, faça junto com ele, abra a conta e o ensine como usar corretamente. Alerte sobre os aplicativos de conversas, estabeleça horários de uso, mantenha-o por perto sob seus olhares, sem necessariamente estar controlando suas ações. Oriente, explique e evite punição. Quanto mais orientado seu filho for, mais tranquilo você ficará e mais adequando será o uso da internet”.

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