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Era "ageful" abre novos rumos e amplia a valorização da mulher no mercado de trabalho

Glória Kalil e Chris Aché debateram no webinar Arena de Ideias os novos rumos do mercado de trabalho e o protagonismo da mulher


Ainda existe muito preconceito de idade no mercado de trabalho, especialmente relacionado às mulheres. No entanto, esse cenário está mudando e as mulheres estão avançando e conquistando cada vez mais espaço e ocupando cargos de liderança. Nesse cenário, a comunicação cumpre um papel fundamental para o combate ao preconceito e discriminação de mulheres "ageful", termo que significa a idade na qual o ser humano atinge o desenvolvimento completo. O assunto foi o tema do webinar Arena de Ideias transmitido pela In Press Oficina nesta quinta-feira (11).





"Para garantirmos de fato o protagonismo da mulher em espaços não ocupados ainda, a vigilância é fundamental. A luta, pressão, posicionamento, inspiração, os resultados da diversidade e o que o papel da presença da mulher pode representar numa organização privada, pública e na sociedade é extremante relevante", afirma a jornalista e sócia-diretora da In Press Oficina, Patrícia Marins.


Considerada uma das mulheres mais influentes do país pela revista Forbes, a fundadora e CEO da JUA Consultoria, conselheira de empresas, institutos e associações, Chris Aché, diz que o mercado de trabalho está em constante evolução, mas ainda há um longo caminho para evoluir.


"Gosto do conceito "ageful" porque é pleno, temos muita coisa e muita capacidade para compartilhar. Quando a gente vê a pirâmide da mulher numa empresa, na base está perfeito. Tem mais mulheres entrando na base e até o nível gerencial esse percentual ajuda um pouco. O gargalo é no nível gerencial. Por dois motivos: um por ‘opção’ das mulheres de cuidar da família, ou porque a liderança em cima achata", explica Chris.


Para a jornalista, empresária, consultora de moda e comportamento, Glória Kalil, a idade muitas vezes sequer é percebida no cotidiano das mulheres, que estão em constante movimento. Por outro lado, a maturidade traz vantagens no comportamento e serenidade nas decisões.


"A gente não se dá conta da idade. As coisas vão indo e quando você vê a vida está aí. Tenho inteira consciência da idade, até porque você vai mudando fisicamente e vai ficando diferente. Mas é como se por dentro você fosse a mesma pessoa o tempo todo. E se você sempre foi uma pessoa curiosa e ativa, continua sendo. Tem coisas que você fica desesperada quando jovem e com a idade aprende a ser mais serena. Aquilo não atinge tanto, você vê com mais distância. Tem essa vantagem", destaca.


"Economia prateada" ganha espaço na sociedade


O aumento na expectativa de vida da população mexe não só com o mercado de trabalho, mas também com os rumos da economia. Afinal, atualmente a população acima dos 50 ou 60 anos é composta por milhares de pessoas, ávidas por consumir produtos ou serviços desenvolvidos para esse público. O Brasil conta com quase 90 milhões de pessoas com 50 anos ou mais.


"Há uma inversão na nossa pirâmide etária. A economia prateada no Brasil movimenta R﹩ 2 trilhões ao ano, é um número inacreditável. No mundo são US﹩ 15 trilhões movimentado pela economia prateada. Isso faz com que a gente tenha que se preocupar com o produto, o que estamos oferecendo a essa população. E como a expectativa de vida está aumentado, esse povo vai consumir bens e serviços durante 20 ou 30 anos", analisa Chris Aché.


Glória Kalil explica que existe uma lacuna muito grande de produtos voltados para mulheres maduras na indústria da moda. Mas reconhece que esse movimento está mudando. "Quando se fala em economia prateada não é só consumidor, ele já existe. Na moda é um assunto muito claro nesse sentido, não tem roupa para mulher mais velha. E esse mercado prateado está crescendo tanto que hoje a indústria está olhando, sim, para esse público", afirma.


Para Patrícia, a sociedade passou a ter outro olhar para as mulheres mais velhas, proporcionando novos caminhos a esse mercado. "A economia prateada é um termo novo e que dá a oportunidade às pessoas de mais de 50 ou 60 anos poderem falar sobre como estão inseridos nessa cadeia e isso abre novas oportunidades".

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