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Insônia comportamental infantil pode atingir cerca de 30% das crianças

Atualizado: 17 de Abr de 2019


Para a Psicóloga Miriam Rodrigues, idealizadora do Programa Educação Emocional Positiva, contornar o problema requer mudança de hábitos de pais e filhos

Estudos divergem com relação à ocorrência da insônia comportamental infantil, que acomete crianças de 0 a 7 anos, aproximadamente. Algumas pesquisas dão conta de uma prevalência de 30%, outras um pouco menos - mas a verdade é que, entre as famílias em que ela acontece, pais e filhos se exaurem e há risco de diversos outros problemas tomarem conta da rotina: alimentação e desenvolvimento infantil prejudicados, mais birras, outros distúrbios de sono e ansiedade em pais e filhos, entre outras questões.

Para lidar com esse tipo de insônia, os pais devem entender que, nessa fase, as crianças estão se adaptando ou desenvolvendo a sua própria autonomia; geralmente reclamam um estímulo que até então lhes era oferecido: tv, mamadeira, colo, a cama do papai e da mamãe, entre outros que impedem sua atuação autônoma. O que deve ser retirado aos poucos, caso estejam enraizados na rotina de sono, segundo Miriam Rodrigues, psicóloga clínica e educacional, com ampla experiência no atendimento a crianças. A especialista é criadora do programa Educação Emocional Positiva, que promove o desenvolvimento de competências socioemocionais e habilidades para o bem-estar entre pais, filhos/educandos e educadores, entre outros públicos aos quais se destina.


Para a especialista, retirar esses estímulos, respeitando as especificidades de sono de cada idade e mostrando à criança que não se trata de um abandono ou negligência de seus desejos, é, no entanto, uma forma de educar as emoções dos pequenos. "Porém, aquilo com o que nos deparamos são pais absolutamente culpados e emocionalmente abalados por retirar dos filhos algo que lhes dá conforto", diz Miriam. Esses pais precisam também ser treinados quanto às próprias emoções e expectativas, entende a especialista.

"Mudar hábitos ao deitar-se, visando a essa retirada é essencialmente parte do ensino da habilidade de autorregulação da criança (e dos pais, impondo-lhe capacidade de dar limites aos filhos), bem como promove o autocuidado, mostrando que uma boa noite de sono é indispensável para o bem-estar e uma vida feliz".

Sobre Miriam Rodrigues

Miriam Rodrigues é psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Psicologia Clínica e pós-graduada em Medicina Comportamental pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É idealizadora da Educação Emocional Positiva e possui experiência de 16 anos em atendimento clínico com crianças, adolescentes, adultos, grupos e casais. Atua como psicóloga escolar na Wish Bilingual School (São Paulo) e é professora convidada do Instituto Sedes Sapientiae no curso Aprendizagem Emocional. É afiliada à International Positive Psychology Association e membro da Associação de Psicologia Positiva da América Latina. Realiza palestras e treinamentos corporativos, tendo atuado junto a executivos de empresas como Laboratório Femme, Banco do Brasil, IBM, entre outras. Autora de 19 livros, incluindo Educação Emocional Positiva: Saber lidar com as emoções é uma importante lição e Coleção Psicologia Positiva para Crianças (Sinopsys Editora).


Sobre a Educação Emocional Positiva

É o primeiro programa psicoeducacional que integra conceitos e atividades da Psicologia Positiva, educação emocional, terapia cognitiva e arte-educação como meio de instrumentalizar pais, educadores, profissionais da saúde e RH para desenvolver as competências socioemocionais e habilidades para o bem-estar, visando auxiliar no desenvolvimento dos hábitos da vida feliz, seja na escola, na família, no trabalho e na comunidade.

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