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Muita atenção: a obesidade infantil que pode ser potencializada pela pandemia

Atualizado: Abr 22

A obesidade infantil é um tema que vem preocupando os pais e médicos a cada ano que passa.


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. Já uma pesquisa feita em 2019 pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, revelou que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso, 9,38% com obesidade e 5,22% com obesidade grave. Entre os adolescentes, os números também são preocupantes: 18% apresentam sobrepeso, 9,53% são obesos e 3,98% têm obesidade grave. A doença é uma preocupação generalizada e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025 o número de crianças obesas no planeta pode chegar a 75 milhões.


Os números são realmente preocupantes se pensarmos que estamos vivendo uma pandemia há um ano, com escolas fechadas, rotinas completamente diferentes e ansiedade alta. Além disso, com a dificuldade econômica, o acesso a uma alimentação mais equilibrada e saudável, também está mais difícil. Com a alta dos preços dos alimentos, muitas pessoas acabam substituindo alimentos ricos em nutrientes por opções industrializadas e com excesso de açúcar e gorduras.


“Estamos vivendo um momento muito atípico no mundo, mas é importante alertar que a obesidade infantil é um problema antigo e que precisa de mais atenção tanto dos pais como dos nossos líderes políticos, com ações como merendas mais saudáveis e ricas em nutrientes, além de uma educação alimentar”, explica a Pediatra Felícia Szeles.


Além da alimentação, outro fator importante para o sobrepeso infantil é o estilo de vida das crianças e adolescentes, que estão cada vez mais sedentários por conta do excesso de telas e poucos estímulos físicos na rotina familiar. Os tempos também são outros, isso é fato: a nova geração não brinca na rua como a geração de seus pais, que jogavam bola na rua, brincavam de pega-pega ou tinham que exercitar a mente com brincadeiras criativas para ocupar o tempo.


“As telas são, sem dúvida nenhuma, um dos fatores que mais facilitam o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade. E com a pandemia, isso só piorou, já que a maioria das crianças acorda e já vai para as aulas online ou para o desenho. O desafio para os pais é grande, mas é preciso impor limites pensando na saúde e qualidade de vida dos pequenos. Por mais chato que seja ver a criança chorar ou fazer manha querendo as telas, vale a pena segurar agora para garantir mais saúde e qualidade de vida para os pequenos”, ressalta a Dra.


#FicaADica - pequenas atitudes que incentivam as crianças a uma vida mais saudável:


• Use e abuse dos alimentos coloridos. As cores estimulam as crianças, facilitando a ingestão de verduras, legumes e frutas;

• Ofereça água várias vezes ao dia, seu filho pode achar que está com fome e muitas vezes ele está com sede.

• Não dê suco de rotina. Mesmo os naturais são muito calóricos e possuem poucas fibras.

• Evite falar: “você tem que comer isso”. No lugar, coloque no prato de todos da casa e coma junto, o exemplo vale mais que mil palavras;

• Sempre introduza novos alimentos - pode ser tipo ou forma de preparo -isso favorece a aceitação e dificulta a seletividade ;

• Faça da refeição um momento agradável. Comer sempre que possível em família e respeitar os sinais de saciedade de cada criança. Lembra-se que a quantidade que você acha ideal pode ser muito para seu filho;

• Leve seu filho à feira, deixe ele conviver com aquela variedade linda de cores e sabores. Deixe ele escolher o que quer experimentar, cheirar, tocar. Se sentir útil e importante já é meio caminho andado;

• Limite horários para as telas, evitando pelo menos duas horas antes de dormir. Dormir bem também é importante no combate à obesidade;

• Reserve um tempo para brincadeiras mais ativas, em pé, correndo, dançando ou fazendo algum esporte. Faça também alguma atividade física, atitudes saudáveis inspiram e estimulam;

• Insira a criança em rotinas da casa, como por exemplo: peça ajuda para guardar os brinquedos, arrumar a cama ou mesmo lavar as frutas e saladas;

• Não faça estoque de bolachas, refrigerantes e doces. É muito mais fácil falar que não tem do que não pode;

• Evite ao máximo o consumo de frituras

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