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Como criar uma relação saudável das crianças com a tecnologia (tablet e smartphone)?



É importante inserir a criança no mundo digital, desde que haja limites para o uso de aparelhos eletrônicos e que os pais deem o exemplo dentro de casa

A cena é comum em restaurantes, voos e outros locais: crianças brincam em tablets, enquanto os pais ao mesmo tempo visualizam mensagens e redes sociais em seus smartphones. O exemplo dos responsáveis e a falta de atenção com os pequenos são alguns dos motivos que conduzem os filhos a aumentar 'o vício' em jogos e aplicativos – e isso é grave.

Doutor José Colleti Júnior, pediatra do Hospital Santa Catarina (SP), explica que o uso exagerado de tablet e smartphone traz problemas a médio e longo prazo para as crianças. "Muitas vezes, inclusive, os danos podem ser irreversíveis. Déficit de atenção, privação de sono, dificuldades de aprendizagem e obesidade - já que se desestimula a prática de atividade física e brincadeiras tradicionais de crianças – podem ser considerados alguns dos principais problemas".

Por outro lado, embora o uso descontrolado possa ocasionar uma série de problemas, o especialista lembra que o uso consciente pode trazer benefícios para o desenvolvimento infantil: "o primeiro passo é impor limites e criar regras para o uso. Como defendem diferentes Academias e Sociedades médicas pelo mundo, recomenda-se que somente após os 2 anos de idade as crianças comecem a ter contato com esses tipos de aparelhos. Até os 5 anos, o tempo máximo de exposição diante das telas deve ser de 1 hora por dia. Dos 6 aos 12, e a partir dos 13 anos, o tempo aumenta para 2 e 3 horas diárias, respectivamente", diz.

Pesquisa realizada pelo Centro de Mídia e Saúde Infantil do Hospital Infantil de Boston (EUA) e pela Universidade de Alberta (Canadá) revela que 67% dos professores observam que o número de estudantes distraídos por tecnologias digitais na sala de aula está subindo.


Regra número 1: responsáveis precisam dar o exemplo

O médico afirma que é comum no consultório ouvir queixas dos pais sobre o uso sem limites de jogos e aplicativos pelos pequenos. "Porém, algumas vezes os pais automaticamente verificam mensagens e manuseiam o aparelho com frequência enquanto a consulta é realizada. O exemplo precisa vir de casa", defende o médico.

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